Um caso clínico atendido recentemente no HMA traz à tona a importância da detecção precoce de cardiopatias congênitas para evitar sequelas irreversíveis em crianças e adolescentes. (Foto: HMA / Divulgação)

HMA chama atenção para a relação de cardiopatias congênitas com AVCs

Um caso clínico atendido recentemente no HMA traz à tona a importância da detecção precoce de cardiopatias congênitas para evitar sequelas irreversíveis em crianças e adolescentes

Um quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma ameaça devastadora em qualquer idade. E em crianças e adolescentes, pode estar relacionado ao não diagnóstico de cardiopatias congênitas.

Recentemente, o Hospital Municipal de Araguaína (HMA), unidade infantil de alta complexidade, referência em cirurgias cardíacas pediátricas e gerida pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), acolheu um caso dessa natureza e chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce.

“Tivemos um paciente de 16 anos que sofreu dois acidentes vasculares cerebrais isquêmicos, provocados por uma malformação cardíaca, que permanecia despercebida até o momento dos eventos neurológicos”, explica a Dra. Elena Medrado, diretora técnica do HMA.

O AVC isquêmico acontece quando os vasos que levam sangue para o cérebro, por alguma razão, ficam obstruídos. A pediatra explica que o AVC isquêmico em indivíduos jovens representa uma verdadeira ameaça ao desenvolvimento neurológico e à trajetória de vida. 

“Diferentemente dos adultos, as crianças e adolescentes que sofrem AVCs enfrentam consequências duradouras que afetam a função motora, além da cognição, aprendizado e integração social”, complementa.

Intervenção cirúrgica especializada

“A investigação que levou ao diagnóstico revelou uma Comunicação Interatrial (CIA), um defeito no septo que separa os átrios cardíacos, associada a um fluxo sanguíneo anômalo confirmado por ecocardiograma transesofágico com teste de microbolhas”, relata a médica.

De acordo com a pediatra, a detecção precoce de cardiopatias congênitas é crucial, pois pode prevenir eventos cerebrovasculares catastróficos. Isso porque, a cada AVC, aumentam os riscos de danos neurológicos adicionais e irreversíveis, tornando a prevenção de novos episódios uma questão de urgência médica.

“A correção cirúrgica da CIA é o tratamento definitivo que interrompe o mecanismo responsável pela embolia paradoxal, que é o fenômeno que permite que coágulos atravessem o coração e atinjam o cérebro”, informa a diretora. 

Diagnóstico precoce

O desafio no diagnóstico reside no fato de que muitas malformações cardíacas congênitas não apresentam sintomas óbvios na infância e adolescência, passando despercebidas até que complicações graves, como o AVC, ocorram.

“Quando um jovem sofre um acidente vascular sem fatores de risco tradicionais, isso deve disparar investigações cardiológicas imediatas e aprofundadas. Portanto, o diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas em crianças e adolescentes é fundamental para prevenir tragédias neurológicas”, alerta a Dra. Elena Medrado.

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